Como se escolhe a técnica para corrigir a diástase
Vídeo, robótica, miniabdominoplastia, abdominoplastia: o que decide não é o lugar da diástase, e sim a sobra de pele e gordura.
Por Dr. Thiago BarreiroCirurgião geral · CRM-SP 170.479 · RQE 73812Quem pesquisa sobre correção de diástase encontra muitos nomes: endoscópica, robótica, miniabdominoplastia, abdominoplastia. Parece que cada uma serve para um tipo de diástase. Não é bem assim.
O que realmente decide
A diástase pode estar acima, em volta ou abaixo do umbigo, e isso muda o que você sente. Mas o que define a técnica é outra coisa: quanta pele e gordura existem sobre a parede da barriga — e o que você espera do resultado.
Os três caminhos
- Pouca sobra de pele: os músculos são aproximados por dentro, por vídeo ou robótica, com pequenos cortes.
- Sobra moderada, abaixo do umbigo: técnica por vídeo associada à retirada de uma faixa de pele (miniabdominoplastia).
- Muita sobra de pele e gordura: abdominoplastia completa, com a correção dos músculos na mesma cirurgia, em parceria com a cirurgia plástica.
Esses caminhos são um ponto de partida. A decisão final é individual e leva em conta também o peso, a largura da diástase e se há hérnia junto.
E a cicatriz?
Nas técnicas por vídeo e robótica, a incisão na mulher costuma aproveitar a região da cesárea. No homem, podem ser usados pequenos cortes nas laterais da barriga ou na região baixa. A escolha depende de cada caso e é feita junto com você.
Se houver hérnia junto
Diástase e hérnia no umbigo ou acima dele costumam andar juntas. Quando existem, são corrigidas na mesma cirurgia — com tela, como orientam as diretrizes europeia e americana de hérnia.
O que os estudos mostram
Num estudo com 170 pacientes, a correção por vídeo levou menos da metade do tempo da abdominoplastia, e as duas técnicas tiveram poucas complicações. O que mais pesa, portanto, é indicar a técnica certa para cada pessoa.
E a correção funciona: num estudo sueco com mulheres operadas por diástase com sintomas, quase todas relataram melhora da força do abdômen e da qualidade de vida.
Em resumo
Não existe "a melhor técnica" para diástase. Existe a técnica certa para o seu corpo e para o que você espera — e ela é escolhida na consulta, não antes dela.
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