Não é "só uma hérnia"
Hérnia é a passagem de gordura ou de uma alça do intestino por um ponto fraco ou uma abertura na parede do abdômen. Parece simples — e é exatamente essa ideia que faz tantas hérnias voltarem.
No adulto, a hérnia não fecha sozinha
Cinta, exercício ou remédio não fecham o defeito na parede.
Com o tempo ela tende a crescer, e quanto maior, mais complexa a correção.
Por que a parede cede
Um ponto frágil somado à pressão de dentro.
Um ponto que já nasce frágil
Virilha e umbigo têm passagens naturais na parede.
Cirurgia anterior
A cicatriz nem sempre recupera a força original.
Pressão abdominal constante
Tosse crônica, constipação, dificuldade para urinar ou esforço repetido.
Peso, gestação e tempo
Deixam o tecido de sustentação menos resistente.
Tabagismo e obesidade
Prejudicam a cicatrização e favorecem a volta da hérnia.
O que você pode sentir
Às vezes é só um volume que aparece e some. Às vezes, dor.
- Abaulamento na virilha, no umbigo ou sobre uma cicatriz
- Volume que aparece de pé ou no esforço e some ao deitar
- Peso ou desconforto no local, pior no fim do dia
- Dor ao tossir, levantar peso ou evacuar
Volume endurecido que não volta, com dor forte, náusea ou vômito: procure atendimento de urgência.
Onde a parede costuma ceder
O nome muda conforme o ponto da parede que falhou. Para padronizar o diagnóstico e o planejamento, o Dr. Thiago usa a classificação da European Hernia Society (EHS), que considera a localização e o tamanho do defeito.

- Entender este caso
- Entender este caso
- Entender este caso
- Entender este caso
- Entender este caso
- Entender este caso
Hérnias volumosas, várias recidivas ou perda de domicílio pedem a reconstrução da parede inteira. Reconstrução da parede abdominal
Técnica avançada, escolhida caso a caso
O consultório é dedicado exclusivamente à parede abdominal — inclusive os casos mais complexos: hérnias volumosas, recidivadas e incisionais complexas.
Quando indicado, a cirurgia robótica e as técnicas minimamente invasivas permitem reconstruções precisas com recuperação mais confortável. A técnica certa não é a mais moderna nem a mais famosa: é a que o seu caso pede.
A dúvida que todo mundo traz para a consulta
- A tela é um reforço colocado na parede abdominal para sustentar a área que falhou. Ela não substitui a parede: ajuda o próprio corpo a cicatrizar com mais força naquele ponto, o que reduz a chance de a hérnia voltar.
- Existem materiais e posicionamentos diferentes, e não há um único certo para todo mundo. Tipo de hérnia, tamanho do defeito, cirurgias anteriores e a sua rotina entram na conta. Essa decisão é tomada antes da cirurgia e explicada a você, junto com as alternativas para o caso de algum achado durante a operação pedir ajuste.
Três caminhos para chegar à mesma parede
Nenhuma via é superior em todos os casos. A escolha depende do tipo de hérnia, do seu histórico e do que a parede pede.
Cirurgia aberta
Via aberta
O acesso clássico, por uma incisão sobre a hérnia. Segue sendo a melhor escolha em situações específicas — como algumas hérnias pequenas, que podem ser operadas com anestesia local — e é feito com a mesma técnica cuidadosa das demais vias.
Videolaparoscopia
Via laparoscópica
Acesso por pequenas incisões, com câmera. Menos trauma na parede e recuperação em geral mais confortável, com retorno mais rápido às atividades, quando o caso permite.
Cirurgia robótica
Via robótica
Visão em 3D e pinças que articulam como um punho permitem fazer por pequenas incisões reconstruções mais complexas que antes exigiam um corte grande — em geral com menos dias de internação do que a cirurgia aberta nesses casos.
O que os pacientes mais perguntam
Hérnia pode esperar?
Às vezes, sim. No homem com hérnia inguinal pequena e com pouco ou nenhum sintoma, acompanhar é seguro: o risco de complicação é baixo. Mas ela não some sozinha — cerca de 2 em cada 3 acabam operadas em até 10 anos, quase sempre porque os sintomas aumentam. Com dor, crescimento ou hérnia grande, esperar só troca uma cirurgia planejada por uma maior.
Cinta ou exercício resolvem a hérnia?
Não. A hérnia é uma falha na estrutura da parede, e nenhuma cinta, exercício ou remédio fecha esse defeito. A cinta pode aliviar o incômodo por um tempo, mas não trata.
A tela é segura?
É o padrão das principais diretrizes internacionais, porque reduz muito a chance de a hérnia voltar. As telas atuais são leves e flexíveis e se integram ao tecido. Os riscos existem, são conhecidos e são explicados na consulta, junto com a escolha do material para o seu caso.
A cirurgia robótica é sempre melhor?
Não. O ganho aparece nas reconstruções complexas, em que a robótica permite fazer por pequenas incisões o que antes exigia cirurgia aberta. A melhor via é a que o seu caso pede.
Quanto tempo leva a recuperação?
Na hérnia inguinal e na umbilical, a alta costuma ser no mesmo dia ou no dia seguinte, e a diretriz internacional recomenda retomar as atividades normais, sem restrição, assim que houver conforto — em geral em poucos dias. Nas reconstruções maiores e na correção de diástase, a internação costuma ser de um dia e o retorno ao esforço é planejado com você, em geral entre quatro e seis semanas.
Minha hérnia voltou. Operar de novo vale a pena?
Vale, com planejamento. A segunda cirurgia começa entendendo por que a primeira falhou e costuma usar uma via diferente, por um território sem cicatriz. É um dos focos deste consultório.
Toda hérnia merece um plano
Na consulta, a sua hérnia é examinada com calma e você sai sabendo o que ela pede: a técnica, o material e o momento certo de operar.
Agendar pelo WhatsApp